segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Inclusão racial é tema de reunião 
 
01 de novembro de 2009
Jaraguá do Sul – As práticas da Secretaria de Educação e da própria Câmara de Vereadores em prol da inclusão racial chamara a atenção da chefe de gabinete da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, professora Sandra Rodrigues Cabral. Ela, e o sociólogo e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, João Carlos Nogueira, estiveram em Jaraguá do Sul, no dia 26.
A visita serviu para estimular a promoção da igualdade racial e aplicação da lei federal que torna obrigatória a inclusão da história e cultura afro-brasileira nos currículos escolares. Além da lei de 2008, que obriga a inclusão no currículo oficial da temática história e cultura afro-brasileira e indígena.
Sandra e Nogueira se reuniram com representantes da Secretaria de Educação e com os vereadores Justino da Luz e Francisco Alves, e ficaram impressionados com a força do movimento negro na cidade, representado pelo Moconevi. Também pelo fato de o Legislativo contar, pela primeira vez na história, com um vereador negro – Francisco Valdecir Alves.
A Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial tem como meta que o dia 20 de novembro, seja incluído no calendário escolar pela mesma lei como o Dia Nacional da Consciência Negra, se torne neste ano um marco no avanço da lei. 


FONTE: JORNAL DO VALE DO ITAPOCU

BOLETIM INFORMATIVO


Caravana do Axé

Terreiros de portas abertas para a promoção da saúde, cultura e cidadania


 Caravana do Axé é uma iniciativa pioneira da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e  Saúde e a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
O Projeto tem como objetivos: garantir o direito humano à saúde e a cultura,  o reconhecimento dos terreiros como espaços promotores de saúde, realização de atividades culturais e de promoção da saúde valorizando a visão de mundo dos terreiros, ampliar o acesso e a integração dos terreiros com os serviços de saúde locais e o fortalecimento do controle social de políticas públicas de saúde pelo “povo de santo”.

 Lançamento oficial e coquetel: 20 de novembro de 2009 às 14 horas.
Local: Centro Cultural  Calouste  Gulbenkian – Cidade Nova –RJ
Informações pelo telefone: (21) 2503-2270 ou pelo e-mail semireligafro2007@yahoo.com.br

sábado, 31 de outubro de 2009

VAI ACONTECER NÃO PERCAM !!!!


CARAVANA DO AXÉ

Em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde, o Ilê Olorofibô e a Comunidade África Brasil fará a primeira ação do projeto Caravana do Axé no dia 5/11/2009 à partir das 14:00h em Sepetiba- Rj. Teremos a presença da Secretaria Municipal de Saúde do Estado do Rio de Janeiro representado pelo Dr Paulo Ivo articulando várias informações importantes de interesse da comunidade de Sepetiba e de outros ilustres convidados...

Contamos com a sua presença!



Maiores informações ligue para
: (21)9999-8238
(21)8612-8413
Falar com Yá Zezé de Obá.

ELES TAMBÉM FAZEM PARTE DA NOSSA HISTÓRIA


Educadores participaram de seminário em MT sobre povos e culturas indígenas.

O programa de Informações Sobre os Povos e Culturas Indígenas, Seminário para Educadores está sendo realizado, em Barra do Garças – MT, no auditório da Faculdade Cathedral, durante os dias 26 e 28 de outubro, reúne 73 professores da região, entre eles indígenas e não-indígenas . O seminário tem como objetivo informar sobre os povos e culturas indígenas, visando à garantia dos direitos indígenas às políticas especificas de educação e o direito à cidadania.

A Coordenadora de Apoio pedagógico da Funai, Neide Siqueira, destacou que o evento “pretende dar visibilidade à questão indígena aos educadores que atendem estudantes indígenas em escolas da região”.

O professor Eliseu Tsipré, da Escola Municipal Indígena do Ensino Fundamental Iró’órãpe, conhecida como Tatu Escola, colocou que a “princípio pensava que o estudo confundia as pessoas, e hoje, posso ver que fortalece a cultura do meu povo, aprimora o pensamento humano” o professor lembrou também que “a inteligência está dentro de cada um”.

A professora Marli Augusta da UFMT afirmou que “essa é uma articulação muito importante da Funai, que nos permite compartilhar e ampliar os nossos conhecimentos”. A Coordenadora de Educação da Funai convida os professores do ensino público de MT à apresentar “soluções e propostas para superarmos o preconceito”.

“Nossa preocupação é que o nosso tempo não bate com o tempo dos indígenas. Isso aumenta as dificuldades e ficamos sem saber como fazer", destacou a Coordenadora da Escola Estadual Senador Filinto Müller, Regeane Rezende.

O seminário atende a lei 11.645/08, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, público e privado, e sua implementação deve ser realizada até 2010, que é também uma meta importante do PNE. As atividades estão sendo organizadas pela Funai por meio de sua Coordenação de Educação e a Administração Regional de Barra do Garças, em parceria com o Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (CEAPRO), e contou com a presença e participação da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

FONTE ;Redação 24 Horas News

BOLETIM INFORMATIVO



Seminário debaterá a situação dos quilombolas

Entre os dias 28 e 30 de novembro, Montes Claros sediará o Seminário Integrado de Políticas para Comunidades Quilombolas, parte do Programa Brasil Quilombola (PBQ). O acontecimento está sendo organizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Segundo a coordenadora do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (FIPIR), Maria do Carmo Ferreira da Silva, foram convidados representantes de mais de 20 municípios do norte e nordeste do estado, onde há remanescentes de comunidades quilombolas.

- O seminário integrado busca promover a articulação das políticas públicas voltadas para a agenda dos quilombolas, nas áreas de infra-estrutura, saúde, assistência social, segurança alimentar e educação, explica.

Para a coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros, Vera Nice dos Santos (Brexó) esta é a oportunidade de se apresentar projetos para a melhoria da qualidade de vida, desta parcela da população.

O evento, será realizado no auditório do Hotel Monterey. São esperados o Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o norte-mineiro

Patrus Ananias, e o Ministro Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos de Souza.

Durante o Seminário, voltado para gestores públicos, conselheiros de saúde, educação e segurança alimentar, e coordenadores do FIPIR, PBQ e lideranças quilombolas, também será discutida a legislação federal (Leis 10.639 e 11.645) que regulamentam a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.

Fonte:Norte Net

BOLETIM INFORMATIVO

Um museu voltado totalmente à arte indígena

Museu de Arte Indígena vai ser inaugurado em Clevelândia em novembro e é o primeiro do estado a destinar este espaço à cultura indígena.

O acervo de mais de 500 peças revela um lado do Brasil desconhecido por muitos brasileiros: a arte plumária das mais diversas tribos indígenas, artesanato, como cerâmica e máscaras (foto: Divulgação)
“O Brasil ainda tem índio”. Foi com essa surpresa que a pesquisadora Julianna Rocha Podolan conheceu a primeira aldeia indígena na região do Pantanal e agora, doze anos mais tarde, inaugura o Museu de Arte Indígena (MAI), o primeiro museu do Paraná dedicado exclusivamente a produção artística dos índios brasileiros, localizado em Clevelândia, no sudoeste do Estado.

Em suas inúmeras viagens pelos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul Julianna decidiu sair do convencional: quis conhecer tribos indígenas e tudo o que era produzido por elas. “Eu fui aos poucos comprando alguns materiais e isso foi se tornando uma paixão. Aos poucos, fui sendo convidada para expor meu material em outras cidades e percebi que o que tinha era de um grande valor”, explica a pesquisadora, que mora em Clevelândia. “Recebi convites para deixar as peças em museus dos Estados Unidos, da França e do Uruguai. Resolvi fazer o contrário: comprei uma casa na cidade e criei a fundação do MAI”, conta.

O Museu de Arte Indígena será inaugurado no dia 14 de novembro e já cria uma expectativa muito grande para a área cultural do sudoeste paranaense. “O museu se torna um ponto de transformação cultural na cidade e pode contagiar todo o entorno, desenvolvendo o turismo voltado a esta área em toda a região”, ressalta.
O acervo de mais de 500 peças revela um lado do Brasil desconhecido por muitos brasileiros: a arte plumária das mais diversas tribos indígenas, artesanato, como cerâmica e máscaras. “São povos que têm sua importância para a formação da cultura brasileira e ainda é vista como uma coisa maior”, explica a especialista em museus e curadora do MAI, Ana Itália. Dentre as tribos representadas no acervo, encontram-se as paranaenses Kaingangue e Guarani.

A proposta do Museu de Arte Indígena é resgatar mais do que a cultura indígena: é expor a raiz brasileira em forma de exposição. “Temos que valorizar o que é nosso e o índio é o gênesis do brasileiro. Temos que entender que a nossa identidade cultural é mais importante para a nossa formação do que copiar músicas e arte que vem de fora”, lembra Julianna. “É um universo totalmente não descoberto que está em exposição”, acrescenta.

Democratização — Muitas pessoas perguntam à Julianna o porquê de deixar um acervo tão valioso em uma cidade de menos de 20 mil habitantes e não em um grande museu de uma capital. A resposta para a pergunta é simples: “O interior não tem quase nada, precisamos deixar de olhar para o eixo Rio-São Paulo e começar a dar importância ao que acontece no interior”.

Para a curadora do MAI, Ana Itália, mais do que levar museus com obras importantes para as cidades do interior, o ideal seria que cada cidade tivesse o seu próprio espaço. “Um museu resgata a história de cada lugar e permite resguardar às futuras gerações ter acesso ao seu passado”, explica Ana.

A especialista questiona ainda o mito de que museus são de difícil acessibilidade para pessoas que não são necessariamente críticos de arte. “Mesmo que você não entenda o que está ali exposto, a arte te pega, você cria uma consciência crítica. Você não sai igual”, ressalta.

Fonte:
29/10/09 às 18:01 | João Pedro Schonarth/Especial para o JE

QUAL É A SUA RAÇA?


QUAL É A SUA RAÇA?

Um dos primeiros passos é a lei 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)

Por Elizete Feliponi

Nos apegamos ao conceito de raça para justificar práticas e rótulos de exclusão e, ainda, para inventar e legitimar uma superioridade entre culturas. A palavra raça automaticamente nos remete a outras: preconceito e intolerância, as quais estão presentes nas mais diversas situações, e não apenas quando o assunto abordado é a cor da pele.

O termo raça foi amplamente difundido pelos colonizadores, como uma tentativa de explicar o tráfico e a escravidão de pessoas. Era a forma de animalizar aqueles que estavam sendo tratados como animais. A contribuição da igreja também foi marcante, pois, na época, era considerado civilizado apenas quem era cristão. Motivos mais que suficientes para menosprezar a formação e a cultura de um povo.

Biologicamente, somos todos parecidos e, segundo a teoria da evolução, somos todos africanos, descendentes da linhagem que há 7 milhões de anos separou-se dos macacos e iniciou a evolução física e intelectual e povoou o mundo.

Nesse processo de refinamento genético, o neo-cortex (região da testa) foi a última parte a ser formada e possibilitou ao homem condição mais humanizada, pois é a área responsável pelo comportamento e pelas emoções.

O fator igualdade de origem é totalmente ignorado e a quantidade de melanina que uma pessoa tem na pele passa a ser fator de classificação para ter ou não valorização social. Por séculos, a cultura africana foi estigmatizada, disseminando a ideia de pessoas famintas e doentes, das paisagens de safáris e de roupas coloridas.

Essa é a imagem que nos ensinaram; essa é a imagem que vemos; é nisso que pensamos quando lembramos da copa de 2010. De berço da humanidade, passando pela história dos reinos dos diversos povos africanos, os quais já faziam uso de técnicas elaboradas de agricultura e possuíam conhecimento de astronomia e medicina, à condição de povo escravizado e o direito a cotas nas universidades, o continente africano tem a sua própria história, mesmo que desconstruída. São aspectos que trazem à discussão uma África ainda desconhecida pela maioria, mas que aos poucos está sendo redescoberta.

Até então, todas as tentativas possíveis de branqueamento da cultura, da história e da sociedade foram feitas. Nos livros didáticos, a única referência aos negros era uma nota sobre o dia da abolição da escravatura, o qual apresentava a Princesa Isabel como uma heroína, amiga dos escravos.

Nada mais era apresentado, apenas imagens e textos tristes de correntes, chicotes e trabalho forçado. Essa realidade, lentamente e com muitas reivindicações por parte de grupos organizados, formados na sua maioria por negros, começa a mudar.

Um dos primeiros passos é a lei 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e torna obrigatória a inclusão nos currículos escolares oficiais os estudos de “História e Cultura Afro-brasileira e Africana”. Percebeu-se, no processo, que a questão indígena também precisava ser resgata. Logo, a lei 11.645/08 estabelece como obrigatório o tema “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena” nas escolas.

Inicia-se, com esse processo, uma trajetória de desconstrução de uma imagem perpetuada por séculos, a qual foi base à formação de preconceitos arraigados, os quais direcionam as condutas.

Por muitas vezes, o conceito raça ajudou a disseminar pelo mundo a discórdia, como na 2ª Guerra Mundial e o sonho da raça superior de Hitler. No entanto, a história sempre nos ensina que, com essa prática, todos perdem. Perdemos pelo caminho os valores que diferenciam humanos de outros animais, além da diversidade de culturas que são o fundamento do que somos hoje.

Mesmo timidamente, chegam às bibliotecas escolares uma literatura mais diversificada, que traz princesas negras, cenários com paisagens africanas ou orientais, o que nos lembra o fato de que não somos todos loiros e intocáveis como os príncipes dos contos de fadas.

São livros que trazem às novas gerações o contato com o que é diferente da cultura na qual estão inseridas, mas nem por isso são inferiores. É um trabalho contínuo e de longo prazo, mas que lança a semente da tolerância e do respeito, pois ainda não nos conscientizamos de que fazemos parte de uma única raça: a humana.

Edição: Prof. Christian Messias | Fonte: A Notícia, 30/10/2009 - Joinville SC